
«Por exemplo, dos dois aos quatro anos, as crianças não têm noção da morte como definitiva. Já as que têm entre cinco e nove anos entendem que a morte existe, mas ainda há uma mistura entre fantasia e realidade», explicou.
Contudo, a psicóloga entende que «os adultos devem permitir que a criança se despeça do pai, da mãe ou de outro ente querido, se essa for a sua vontade».
«Nada deve ser imposto nem evitado, deve ser explicado lentamente e em linguagem que a criança entenda. As crianças são muitas vezes esquecidas por se considerar que ao não falar da morte se está a protegê-las, mas a criança sente, fica confusa, desamparada e sem ter com quem conversar», sublinhou.
Susana Moutinho falava sobre «Crianças em luto e o impacto da perda no sistema familiar: a experiência nos cuidados paliativos oncológicos», num seminário sobre «"Tempus" de Luto», a decorrer até quinta-feira na Junta de Freguesia de Paranhos, no Porto.
«Quando uma criança perde um dos pais, necessita de muito carinho, mas evitar falar do assunto pode levar à perda de confiança no adulto. Importa que a criança possa fazer perguntas e possa exprimir os seus sentimentos, positivos e negativos», disse.
De acordo com esta psicóloga, «não se deve evitar o uso da palavra morte, deve é evitar-se o uso de eufemismos que possam confundir a criança. Um dos melhores métodos para lidar com a perda é deixar a criança falar e perguntar com liberdade, devendo o adulto ser honesto e tranquilizador e assegurar que a morte não é resultado dos seus pensamentos ou acções», acrescentou.
Fonte: TVI24
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