"Quatro coisas deve o educador ter sempre em mente: os seus conhecimentos, a sua conduta, a sua integridade e a sua lealdade."
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Acção de Formação "Coaching: a arte de desenvolver os outros"
No âmbito das suas actividades, o Núcleo Distrital da Guarda da REAPN promove a Acção de Formação "Coaching: a arte de desenvolver os outros", dirigida a Gestores/as de recursos humanos, Técnicos/as e Dirigentes com funções de gestão e/ou coordenação nas Entidades e Técnicos/as de apoio social e intervenção comunitária, num total de 12 horas, em horário laboral 09h30-12h30 / 14h00-17h00, nas seguintes datas: 24 e 25 de Novembro de 2009. O local de realização da Acção de Formação será na Sala 17 da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, do Instituto Politécnico da Guarda, para um máximo de 30 participantes.
Com esta Acção de Formação pretende-se:
- Promover um desenvolvimento pessoal e profissional aos participantes;
- Dotar de conhecimentos e técnicas de coaching para que possam ajudar seus colaboradores a desenvolverem seus potenciais para atingir os objectivos propostos;
- Aumentar as capacidades e possibilidades nas intervenções sociais juntos aos seus utentes;
- Formar equipas de trabalho mais fortes e obter maiores resultados
Os interessados em participar deverão inscrever-se até dia 18 de Novembro, enviando para tal a ficha de inscrição (em anexo) correctamente preenchida para os contactos do Núcleo. Será dada prioridade às inscrições dos Associados da REAPN e à ordem de chegada das mesmas. O pagamento da Acção de Formação (40 € para associados e 60€ para não associados) deverá ser efectuado no primeiro dia da formação, onde será passado o respectivo recibo. Todos os participantes terão direito a certificado no final da formação, caso não excedam o limite de faltas admitido pelo Regulamento de Formação.
III Congresso IPT: "O DOM do Presente, as IPSS's do Futuro".

segunda-feira, 26 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Exposição de Fotografia “Retrato(s) de Um Quotidiano”

A Casa da Infância e Juventude “CIJE” e MEF – Movimento de Expressão Fotográfica
Exposição de Fotografia “Retrato(s) de Um Quotidiano”
Inauguração – 9 de Outubro de 2009, na Casa do Arco do Bispo
A Casa da Infância e Juventude “CIJE” e o MEF – Movimento de Expressão Fotográfica, desenvolveram um projecto designado “Retrato (s) de Um Quotidiano”, financiado pelo Ministério da Cultura e pela Direcção-Geral das Artes. O resultado deste projecto estará patente em exposição, durante os dias 9 a 17 de Outubro, na Casa do Arco do Bispo. Será uma oportunidade para conhecer “narrações fotográficas” desenvolvidas por jovens da Casa da Infância e Juventude. Na inauguração, dia 9 de Outubro, será também possível assistirem a filme produzido no âmbito do projecto. “Integrar pela Arte” pretendeu potenciar a criatividade através da fotografia, na construção de histórias simbólicas e representativas das emoções e desejos das suas autoras. A exposição é um percurso simbólico na arte de fotografar que conseguirá exceder as expectativas dos seus visitantes, pelo que as autoras contam com a presença de todos e todas, será também um momento para conhecer o trabalho realizado pela Casa da Infância e Juventude e pelo Movimento de Expressão Fotográfico. Para mais informações poderá consultar o www.cijecb.blogspot.com e www.mef.pt

segunda-feira, 31 de agosto de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Parentalidade – Protecção na Maternidade, Paternidade e Adopção
Portugal vai ter centro de acolhimento para jovens refugiados
Será recuperada uma casa em ruínas para receber os menores que pedem asilo em Portugal e que actualmente são acolhidos juntamente com os outros refugiados adultos.
terça-feira, 14 de julho de 2009
Ai e tal... 153 postos de trabalho na carreira técnica superior
Licenciatura em:
a) Serviço Social;
b) Psicologia;
c) Educador Social;
d) Educador de Infância;
e) Direito.
Distribuídos do seguinte modo:
Centro Distrital de Aveiro — 11 (a prover por licenciados em Serviço Social, Educação Social e Psicologia)
Centro Distrital de Braga — 13 (a prover por licenciados em Serviço Social, Educação Social e Psicologia)
Centro Distrital de Castelo Branco — 1 (a prover por licenciado em Serviço Social)
Serviços Centrais — 4 (a prover por licenciados em Serviço Social, Psicologia e Direito)
Centro Distrital de Coimbra — 4 (a prover por licenciados em Serviço Social e Psicologia)
Centro Distrital de Évora — 1 (a prover por licenciado em Serviço Social)
Centro Distrital de Faro — 10 (a prover por licenciados em Serviço Social, Direito e Educação Social)
Centro Distrital da Guarda — 1 (a prover por licenciado em Direito)
Centro Distrital de Leiria — 7 (a prover por licenciados em Serviço Social, Educação Social e Psicologia)
Centro Distrital de Lisboa — 46 (a prover por licenciados em Serviço Social, Educação Social, Psicologia, Educador de Infância e Direito)
Centro Distrital do Porto — 30 (a prover por licenciados em Serviço Social, Educação Social e Psicologia)
Centro Distrital de Santarém — 6 (a prover por licenciados em Serviço Social e Educação Social)
Centro Distrital de Setúbal — 15 (a prover por licenciados em Serviço Social, Educação Social e Psicologia)
Centro Distrital de Viana do Castelo — 3 (a prover por licenciados em Serviço Social e Psicologia)
Centro Distrital de Viseu — 1 (a prover por licenciado em Serviço Social)
http://www.dre.pt/pdf2s/2009/07/132000001/0000200004.pdf
segunda-feira, 15 de junho de 2009
segunda-feira, 1 de junho de 2009
“Ser Bebé Tornar-se Pessoa – Afectos Comemorativos”

Organização e Coordenação Lourdes Lourenço e Helena Rodrigues
É com muito orgulho que vos apresento este livro, do qual faz parte um artigo da minha colega de trabalho Irene Sobral, Psicóloga Clínica na Casa de Infância e Juventude.
Foi lançado no dia 30 de Maio em Lisboa e contou com a presença da equipa NIB (Núcleo de Investigação do Bebé), Dr. António Coimbra de Matos, Presidente da Ordem dos Psicólogos, Prof. Dr.ª Telma Baptista e comentários do Prof. Dr. José Diniz.
Saibam mais sobre o NIB em http://www.bebebrincar.com/
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Educar sem Gritar

Educar sem Gritar é o mais recente livro do espanhol Guillermo Ballenato. O autor, especialista em Psicologia Educativa e Psicologia Clínica, aponta caminhos para uma educação mais sólida e eficaz com crianças e adolescentes. Sem alterar o tom de voz. Na sua opinião, é preciso compreender a perda de controlo de pais e educadores. E é necessário separar as águas. Gritar pontualmente é diferente de um estilo de comunicação agressivo e sistemático. "Os gritos surgem da sensação de impotência e perda de autoridade dos pais", afirma.
"O autoritarismo que se exercia há algumas décadas converteu-se numa permissividade tão ineficaz como contraproducente". Ballenato, que actualmente trabalha no Programa de Aperfeiçoamento Pessoal e Assessorias Técnicas de Estudo do Gabinete Psicopedagógico da Universidade Carlos II de Madrid, refere que há pais ameaçados pelas crianças que também gritam. E não se pode dizer a gritar que não se deve gritar.
Afecto, motivação, elogio e reconhecimento. O psicólogo considera que estes são alguns dos ingredientes essenciais para um bom ambiente familiar. Ballenato defende também que o professor "deve ser um modelo, uma referência moral, um exemplo de conduta". "A educação eficaz consiste em conseguir o equilíbrio entre a firmeza e a flexibilidade, a razão e as emoções, o controlo e a liberdade", escreve no seu livro. Um "manual" que dedica "a todas aquelas pessoas que têm o privilégio de educar e que, conscientes da sua responsabilidade, todos os dias o tentam aperfeiçoar".
EDUCARE.PT: Educar sem Gritar é o título do seu novo livro. Uma receita possível de concretizar?
Guillermo Ballenato: O conhecimento da complexidade do ser humano ensina-nos que não há receitas que sirvam para todos os casos da mesma maneira. Cada pai ou mãe, cada menino ou menina, cada família, cada grupo de classe são diferentes. Sou um apaixonado pela comunicação e educação e, neste livro, quis partilhar e dar a conhecer a validade de alguns princípios básicos que se devem ter em conta na hora de abordar a tarefa de educar. Este manual foi gerado com emoção, durante muitos anos de trabalho, observação, reflexão e experiência. Estou convencido de que o público, tão culto e ávido de conhecimento, o receberá com a mesma receptividade e êxito que está a ter em Espanha.
E: Os pais, educadores e professores devem sentir-se culpados quando gritam com crianças e jovens?
GB: Devemos ser compreensivos com a perda de controlo de muitos educadores no desempenho de uma tarefa tão complexa e difícil. Não é o mesmo uma perda de controlo pontual e um estilo de comunicação agressivo e autocrático sistemático. Em qualquer caso, não faz sentido culpabilizarem-se. É difícil encontrar a serenidade necessária para educar quando a pessoa se sente invadida por sentimentos de culpa. É preferível aprender com o erro e rectificar. O que é verdadeiramente importante é adquirir estratégias educativas alternativas que sejam mais positivas.
E: Que conselhos dá para que se eduque sem alterar o tom de voz?
GB: Quando os gritos surgem nas relações interpessoais convém analisar várias questões: em que contexto se produzem, com que frequência, quem perde habitualmente o seu papel... Os gritos surgem da sensação de impotência e perda de autoridade dos pais; em algumas ocasiões são fruto do seu próprio mal-estar pessoal. Um pai ou uma mãe felizes podem realizar melhor a sua tarefa de educar. Devem evitar sobredimensionar algumas questões secundárias, que podem perturbar as relações com os seus filhos e que não são assim tão importantes. Devem também aprender a contar até dez antes de falar e, inclusive, até cem. E, se em algum momento, perderem as estribeiras, saberem desculpar-se.
E: Apresenta vários conceitos básicos para uma educação positiva com crianças e adolescentes, como o respeito, o diálogo e o afecto. Se faltar um deles, é impossível educar?
GB: Pretendi abordar as bases de uma verdadeira educação integral. Evidenciei a importância de melhorar a comunicação a partir da compreensão e de uma escuta real dos filhos. Destaquei a importância da coerência e o sentido de imparcialidade e da justiça como elemento imprescindível para que os educadores possam ter autoridade moral. No ambiente familiar, considero essenciais o afecto, a motivação, o elogio e o reconhecimento. Assim como o desenvolvimento de princípios e valores humanos de convivência que possibilitem uma adequada integração social do jovem e a sua progressiva participação positiva na sociedade.
E: Como explicar a um pai ou a um professor que não deve gritar para impor o seu ponto de vista?
GB: Convém recordar os efeitos negativos dos maus modos da comunicação. O constante desgaste da autoridade, a perda da razão - mesmo quando realmente a têm -, os sentimentos de culpa, a diminuição da auto-estima na criança, a perda de confiança e a deterioração das relações. A melhor forma de ensinar o autocontrolo aos filhos é mostrando-lhes com a nossa própria conduta. Há um maravilhoso aforismo latino que diz que "a palavra ensina, mas o exemplo arrasta". Não podemos pedir aos filhos que não levantem a voz e dizê-lo aos gritos. O diálogo baseia-se na escuta. Escutar o outro é deixar ser. É tentar entender e respeitar o seu ponto de vista.
E: Pela experiência que tem, em psicologia educativa, os pais gritam muito com os jovens? Em que situações o fazem mais?
GB: Não é a conduta habitual, mas nos últimos anos os gritos têm vindo acompanhados de um significativo empobrecimento cultural e educativo generalizado. É fácil de comprovar vendo os personagens que aparecem em diversos canais de televisão, a sua forma de expressar-se e actuar. É preciso recuperar o respeito. Uma tertúlia de televisão também é um modelo que educa. O autoritarismo que se exercia há algumas décadas converteu-se numa permissividade tão ineficaz como contraproducente. Mima-se e consente-se tudo aos filhos. Os pais acabam por se verem quase ameaçados pelas crianças que também gritam e que, na realidade, estão reclamando autoridade e normas claras. E quando querem recuperar parte desse poder, que tinham perdido, só lhes ocorre, em muitos casos, recorrer a gritos e a maus modos.
E: É o que se passa nas escolas? Um professor que pontualmente grita não é respeitado? Perde-se a autoridade quando se grita?
GB: A docência é uma tarefa muito complexa cujo valor deve reinvidicar-se continuamente como contribuição para melhorar a sociedade. O docente é um agente de mudança social. Há muitas formas de fazer valer a sua autoridade na aula. O professor deve ser um modelo, uma referência moral, um exemplo de conduta. Daí deriva a autoridade moral que lhe conferem os seus alunos, de um verdadeiro líder que se destaca pelo seu poder de influência. Há professores que perdem a sua autoridade devido à sua falta de sentido de equidade e de justiça, mostrando arbitrariedades, demonstrando favoritismos. Os alunos tendem a perder o respeito perante essas condutas. E os professores podem tentar manter uma autoridade meramente aparente, à base de castigos; ou então gritar e perder o controlo perante os seus alunos, com a consequente progressiva perda de autoridade.
E: Na sua opinião, qual o papel que as novas tecnologias estão a ter na educação dos mais novos?
GB: Um papel muito destacado. A Internet é uma font_tage inesgotável de informação que permite satisfazer a curiosidade dos jovens. O que devemos aprender é a despertar neles essa curiosidade, esse desejo de investigar, de saber, de descobrir. Há que também ensinar a manusear adequadamente essas novas tecnologias, de modo que cumpram uma função verdadeiramente educativa, que não é incompatível com o seu carácter lúdico. Por outro lado, as novas tecnologias, mal entendidas, podem levar à retracção e à perda de habilidades sociais dos jovens, assim como ao empobrecimento da linguagem, que tende a simplificar-se, e ao descuido na escrita em determinados suportes informáticos. Uma boa supervisão - e não me refiro ao controlo - por parte dos pais conduz a um uso adequado e ao aproveitamento de todas as vantagens que acompanham as novas tecnologias.
in http://www.educare.pt
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Newsletter da APES

Visitem: http://socialeducators.com/
Ai e tal... Uma Formação
Fundo IKEA Colabora

Responsabilidade Social em Portugal
A IKEA Portugal orgulha-se de lançar a primeira edição do Fundo IKEA Colabora, uma iniciativa destinada a proporcionar um melhor dia-a-dia para as crianças em Portugal.
Esta iniciativa enquadra-se na política de responsabilidade social da IKEA a nível nacional, elegendo as crianças como o público-alvo de intervenção social da IKEA.
Em que consiste o Fundo IKEA Colabora:
O Fundo IKEA Colabora consiste num donativo, no montante de 50.000€, atribuído pela IKEA à entidade sem fins lucrativos que proponha desenvolver um projecto social que incida sobre a saúde, educação, situação económica de risco ou exclusão de crianças em Portugal.
Constituem como critérios de avaliação das propostas apresentadas, o impacto social, a sustentabilidade e a originalidade e criatividade do projecto.
Mais informações aqui...
sábado, 18 de abril de 2009
Ai e tal...Um artigo
Este artigo originou-se de uma pesquisa sobre o estado da educação prisional na Europa. Apresenta uma reflexão, em vários planos e aspectos, sobre as actividades educacionais desenvolvidas nas prisões, procurando identificar os problemas de ordem organizacional, metodológica e social que as determinam ou que as limitam.
Terapia Familiar e Comunitária
Núcleo Distrital: Guarda
Datas
5, 6, 12 e 13 de Maio
Inscrição
Associados e estudantes: 30€
Não associados: 50€
Data limite para inscrição
30 de Abril de 2009
Data de Início: 2009/05/05
Carga Horária: 24 horas
http://www.reapn.org/download.php?file=777
sábado, 31 de janeiro de 2009
Manuais de Gestão da Qualidade das Respostas Sociais

Garantir aos cidadãos o acesso a serviços de qualidade, adequados à satisfação das suas necessidades e expectativas, é um desafio que implica o envolvimento e empenho de todas as partes interessadas.
Neste âmbito e com o objectivo de constituir um referencial normativo que permita avaliar a qualidade dos serviços prestados e consequentemente diferenciar positivamente as Respostas Sociais, o ISS, I.P., desenvolveu Modelos de Avaliação da Qualidade das Respostas Sociais, aplicáveis a Lar Residencial, Centro de Actividades Ocupacionais, Lar de Infância e Juventude, Centro de Acolhimento Temporário, Estruturas Residenciais para Idosos, Creches, Centros de Dia e Serviços de Apoio Domiciliário.
A elaboração destes Modelos teve como objectivos:
Para apoiar na implementação deste Modelo, foram desenvolvidos alguns Instrumentos aplicáveis a cada Resposta Social, nomeadamente, o Manual de Processos-Chave e Questionários de Avaliação da Satisfação dirigidos a clientes, colaboradores e parceiros.
Ai e tal...Directório de Lares
Para saber mais bastar ir a : lares.Socialgest
Ai e tal... Filmes para o IPO
São crianças e adultos que precisam de um transplante de medula e de estar ocupados durante o tempo de internamento, explicou ao Portugal Diário a Enfermeira responsável pela unidade, Elsa Oliveira.
A falta de "stocks" torna necessária a ajuda da população.
Precisamos de filmes para as pessoas mais desfavorecidas que não têm possibilidade de os trazer. Algumas crianças trazem os seus próprios filmes e brinquedos mas depois quando têm alta levam-nos, acrescenta.
O IPO aceita todos os géneros de filmes, mas a preferência vai para a comédia.
Numa altura menos feliz das suas vidas, um sorriso vai fazer bem a quem passa dias inteiros numa cama de hospital.
Rir é sempre um bom remédio

As cassetes de vídeo ou DVD's podem ser enviadas para:
Instituto Português de Oncologia de Francisco Gentil
Unidade de Transplante de Medula
A/C Sr.ª Enf. Elsa Oliveira
Rua Professor Lima Basto 1070 Lisboa
Ou então, informe-se pelo telefone: 217 229 800 (geral IPO) 21 726 67 85
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Artigo de Nuno Markl para os quase Trintões e Quarentões

E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta.
O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando lhe falei no Tom Sawyer. 'Quem?', perguntou ele. Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus... Como é que ele consegue viver com ele mesmo?
A própria música: 'Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além...' era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim.
Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros ícones da juventude de outrora.
O D'Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche; Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs; Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares; O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus; O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos; A Super Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas,lembram-se?); O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa. Naquela altura era actual...
E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração: O Verão Azul.
Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer. Quem não chorou com a morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira. Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada. Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos:Ele nunca subiu a uma árvore! E pior, nunca caiu de uma. É um mole.
Ele não viveu a sua infância a sonhar que um dia ia ser duplo de cinema.
Ele não se transformava num super-herói quando brincava com os amigos.
Ele não fazia guerras de cartuchos, com os canudos que roubávamos nas obras e que depois personalizávamos.
Aliás, para ele é inconcebível que se vá a uma obra.
Ele nunca roubou chocolates no Pingo-Doce. O Bate-pé para ele é marcar o ritmo de uma canção. Confesso, senti-me velho...
Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador.
Tudo bem, por mim estão na boa, mas é que se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft.
Óbvio, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros.
Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e fazer exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído.
Doenças com nomes tipo 'Moleculum infanticus', que não existiam antigamente.
No meu tempo, se um gajo dava um malho muitas vezes chamado de 'terno' nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse.
Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os putos pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola com os ténis novos.
Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo.
Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia para ir para a praia.
E sabíamos viver com isso. Não estamos cá? Não somos até a geração que possivelmente atinge objectivos maiores com menos idade?
E ainda nos chamavam geração 'rasca'... Nós éramos mais a geração 'à rasca', isso sim. Sempre à rasca de dinheiro,sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o carro. Agora não falta nada aos putos.
Eu, para ter um mísero Spectrum 48K, tive que pedir à família toda para se juntar e para servir de presente de anos e Natal, tudo junto.
Hoje, ele é Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo.
Claro, pede-se a um chavalo de 14 anos para dar uma volta de bicicleta e ele pergunta onde é que se mete a moeda, ou quantos bytes de RAM tem aquela versão da bicicleta.
Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu que 8 em cada dez putos sejam cromos.
Antes, só havia um cromo por turma. Era o totó de óculos, que levava porrada de todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas.
É certo que depois veio a ser líder de algum partido, ou gerente de alguma empresa de computadores, mas não curtiu nada.'
(Nota: ...os chocolates não eram gamados no 'Pingo Doce'... Ainda se chamava 'Pão de Açúcar'!!!)
Recebido por email
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Ai e tal... Alguns Manuais
Integração Social e Profissional de Imigrantes, Refugiados e Minorias Étnicas
Integração da Perspectiva de Género
Práticas e Produtos de EMPOWERMENT de Grupos Vulneráveis
Catálogo "Produtos de E-LEARNING e TIC para a Inclusão"
Integração da IGUALDADE DE GÉNERO: Contributos EQUAL para o FSE 2007-2013
Estudo Diagnóstico e Avaliação das Comissões de Protecção das Crianças e Jovens
CIES-ISCTE-Avaliação CPCJ-Sumário Executivo
CIES-ISCTE-Avaliação CPCJ-Relatório Final
CIES-ISCTE-Avaliação CPCJ-Volume Complementar I
CIES-ISCTE-Avaliação CPCJ-Volume Complementar II
CIES-ISCTE- Avaliação CPCJ-Volume Complementar III
CIES-ISCTE-Avaliação CPCVJ-Volume Complementar IV
Terra dos Sonhos
A Expedição Antárctida 2009 é o primeiro desafio português em caiaque que combina desporto, aventura e solidariedade social.
No início de 2009, e ao longo de mês de Janeiro e uma semana em Fevereiro, um grupo de portugueses vai fazer uma expedição em caiaque até ao pólo sul. Uma das missões desta expedição é colocar a bandeira da Associação Terra dos Sonhos na Antárctida. Com o lema inscrito e traduzido em várias línguas - «Um sorriso vale tudo» - a colocação da bandeira será fotografada e filmada e marcará pela primeira vez a presença da Terra dos Sonhos nesta grande aventura.
Assente numa vertente de responsabilidade social, humanitária e de apoio social, entre outras, a organização da Expedição Antárctida 2009 convidou a Terra dos Sonhos a participar na primeira expedição portuguesa ao pólo sul, o que constitui, nas palavras da organização, «um factor de motivação adicional para a concretização dos nossos objectivos, do nosso sonho».
Da parceria entre a expedição e a Terra dos Sonhos nasce o projecto «A cada Milha nasce um Sonho»que tem por objectivo convidar as empresas portuguesas a adquirir milhas náuticas por um determinado valor que reverte na totalidade para a Associação Terra dos Sonhos.
Por cada milha náutica percorrida em caiaque, a empresa que comprar essas milhas está a contribuir para a realização de sonhos de crianças que sofrem de doenças crónicas e/ou terminais.
A Terra dos Sonhos é uma associação não lucrativa de solidariedade social, que procura desenvolver um conceito inovador de responsabilidade social, envolvendo a sociedade civil, em geral, e as organizações empresariais, em particular, cuja história, posicionamento e equipa podem ser consultados em http://www.terradossonhos.org.
Fonte: Semanário SOL