"Quatro coisas deve o educador ter sempre em mente: os seus conhecimentos, a sua conduta, a sua integridade e a sua lealdade."
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Parentalidade – Protecção na Maternidade, Paternidade e Adopção
Portugal vai ter centro de acolhimento para jovens refugiados
Será recuperada uma casa em ruínas para receber os menores que pedem asilo em Portugal e que actualmente são acolhidos juntamente com os outros refugiados adultos.
Fonte: www.rtp.pt
terça-feira, 14 de julho de 2009
Ai e tal... 153 postos de trabalho na carreira técnica superior
Licenciatura em:
a) Serviço Social;
b) Psicologia;
c) Educador Social;
d) Educador de Infância;
e) Direito.
Distribuídos do seguinte modo:
Centro Distrital de Aveiro — 11 (a prover por licenciados em Serviço Social, Educação Social e Psicologia)
Centro Distrital de Braga — 13 (a prover por licenciados em Serviço Social, Educação Social e Psicologia)
Centro Distrital de Castelo Branco — 1 (a prover por licenciado em Serviço Social)
Serviços Centrais — 4 (a prover por licenciados em Serviço Social, Psicologia e Direito)
Centro Distrital de Coimbra — 4 (a prover por licenciados em Serviço Social e Psicologia)
Centro Distrital de Évora — 1 (a prover por licenciado em Serviço Social)
Centro Distrital de Faro — 10 (a prover por licenciados em Serviço Social, Direito e Educação Social)
Centro Distrital da Guarda — 1 (a prover por licenciado em Direito)
Centro Distrital de Leiria — 7 (a prover por licenciados em Serviço Social, Educação Social e Psicologia)
Centro Distrital de Lisboa — 46 (a prover por licenciados em Serviço Social, Educação Social, Psicologia, Educador de Infância e Direito)
Centro Distrital do Porto — 30 (a prover por licenciados em Serviço Social, Educação Social e Psicologia)
Centro Distrital de Santarém — 6 (a prover por licenciados em Serviço Social e Educação Social)
Centro Distrital de Setúbal — 15 (a prover por licenciados em Serviço Social, Educação Social e Psicologia)
Centro Distrital de Viana do Castelo — 3 (a prover por licenciados em Serviço Social e Psicologia)
Centro Distrital de Viseu — 1 (a prover por licenciado em Serviço Social)
http://www.dre.pt/pdf2s/2009/07/132000001/0000200004.pdf
segunda-feira, 15 de junho de 2009
segunda-feira, 1 de junho de 2009
“Ser Bebé Tornar-se Pessoa – Afectos Comemorativos”
Organização e Coordenação Lourdes Lourenço e Helena Rodrigues
É com muito orgulho que vos apresento este livro, do qual faz parte um artigo da minha colega de trabalho Irene Sobral, Psicóloga Clínica na Casa de Infância e Juventude.
Foi lançado no dia 30 de Maio em Lisboa e contou com a presença da equipa NIB (Núcleo de Investigação do Bebé), Dr. António Coimbra de Matos, Presidente da Ordem dos Psicólogos, Prof. Dr.ª Telma Baptista e comentários do Prof. Dr. José Diniz.
Saibam mais sobre o NIB em http://www.bebebrincar.com/
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Educar sem Gritar
Educar sem Gritar é o mais recente livro do espanhol Guillermo Ballenato. O autor, especialista em Psicologia Educativa e Psicologia Clínica, aponta caminhos para uma educação mais sólida e eficaz com crianças e adolescentes. Sem alterar o tom de voz. Na sua opinião, é preciso compreender a perda de controlo de pais e educadores. E é necessário separar as águas. Gritar pontualmente é diferente de um estilo de comunicação agressivo e sistemático. "Os gritos surgem da sensação de impotência e perda de autoridade dos pais", afirma.
"O autoritarismo que se exercia há algumas décadas converteu-se numa permissividade tão ineficaz como contraproducente". Ballenato, que actualmente trabalha no Programa de Aperfeiçoamento Pessoal e Assessorias Técnicas de Estudo do Gabinete Psicopedagógico da Universidade Carlos II de Madrid, refere que há pais ameaçados pelas crianças que também gritam. E não se pode dizer a gritar que não se deve gritar.
Afecto, motivação, elogio e reconhecimento. O psicólogo considera que estes são alguns dos ingredientes essenciais para um bom ambiente familiar. Ballenato defende também que o professor "deve ser um modelo, uma referência moral, um exemplo de conduta". "A educação eficaz consiste em conseguir o equilíbrio entre a firmeza e a flexibilidade, a razão e as emoções, o controlo e a liberdade", escreve no seu livro. Um "manual" que dedica "a todas aquelas pessoas que têm o privilégio de educar e que, conscientes da sua responsabilidade, todos os dias o tentam aperfeiçoar".
EDUCARE.PT: Educar sem Gritar é o título do seu novo livro. Uma receita possível de concretizar?
Guillermo Ballenato: O conhecimento da complexidade do ser humano ensina-nos que não há receitas que sirvam para todos os casos da mesma maneira. Cada pai ou mãe, cada menino ou menina, cada família, cada grupo de classe são diferentes. Sou um apaixonado pela comunicação e educação e, neste livro, quis partilhar e dar a conhecer a validade de alguns princípios básicos que se devem ter em conta na hora de abordar a tarefa de educar. Este manual foi gerado com emoção, durante muitos anos de trabalho, observação, reflexão e experiência. Estou convencido de que o público, tão culto e ávido de conhecimento, o receberá com a mesma receptividade e êxito que está a ter em Espanha.
E: Os pais, educadores e professores devem sentir-se culpados quando gritam com crianças e jovens?
GB: Devemos ser compreensivos com a perda de controlo de muitos educadores no desempenho de uma tarefa tão complexa e difícil. Não é o mesmo uma perda de controlo pontual e um estilo de comunicação agressivo e autocrático sistemático. Em qualquer caso, não faz sentido culpabilizarem-se. É difícil encontrar a serenidade necessária para educar quando a pessoa se sente invadida por sentimentos de culpa. É preferível aprender com o erro e rectificar. O que é verdadeiramente importante é adquirir estratégias educativas alternativas que sejam mais positivas.
E: Que conselhos dá para que se eduque sem alterar o tom de voz?
GB: Quando os gritos surgem nas relações interpessoais convém analisar várias questões: em que contexto se produzem, com que frequência, quem perde habitualmente o seu papel... Os gritos surgem da sensação de impotência e perda de autoridade dos pais; em algumas ocasiões são fruto do seu próprio mal-estar pessoal. Um pai ou uma mãe felizes podem realizar melhor a sua tarefa de educar. Devem evitar sobredimensionar algumas questões secundárias, que podem perturbar as relações com os seus filhos e que não são assim tão importantes. Devem também aprender a contar até dez antes de falar e, inclusive, até cem. E, se em algum momento, perderem as estribeiras, saberem desculpar-se.
E: Apresenta vários conceitos básicos para uma educação positiva com crianças e adolescentes, como o respeito, o diálogo e o afecto. Se faltar um deles, é impossível educar?
GB: Pretendi abordar as bases de uma verdadeira educação integral. Evidenciei a importância de melhorar a comunicação a partir da compreensão e de uma escuta real dos filhos. Destaquei a importância da coerência e o sentido de imparcialidade e da justiça como elemento imprescindível para que os educadores possam ter autoridade moral. No ambiente familiar, considero essenciais o afecto, a motivação, o elogio e o reconhecimento. Assim como o desenvolvimento de princípios e valores humanos de convivência que possibilitem uma adequada integração social do jovem e a sua progressiva participação positiva na sociedade.
E: Como explicar a um pai ou a um professor que não deve gritar para impor o seu ponto de vista?
GB: Convém recordar os efeitos negativos dos maus modos da comunicação. O constante desgaste da autoridade, a perda da razão - mesmo quando realmente a têm -, os sentimentos de culpa, a diminuição da auto-estima na criança, a perda de confiança e a deterioração das relações. A melhor forma de ensinar o autocontrolo aos filhos é mostrando-lhes com a nossa própria conduta. Há um maravilhoso aforismo latino que diz que "a palavra ensina, mas o exemplo arrasta". Não podemos pedir aos filhos que não levantem a voz e dizê-lo aos gritos. O diálogo baseia-se na escuta. Escutar o outro é deixar ser. É tentar entender e respeitar o seu ponto de vista.
E: Pela experiência que tem, em psicologia educativa, os pais gritam muito com os jovens? Em que situações o fazem mais?
GB: Não é a conduta habitual, mas nos últimos anos os gritos têm vindo acompanhados de um significativo empobrecimento cultural e educativo generalizado. É fácil de comprovar vendo os personagens que aparecem em diversos canais de televisão, a sua forma de expressar-se e actuar. É preciso recuperar o respeito. Uma tertúlia de televisão também é um modelo que educa. O autoritarismo que se exercia há algumas décadas converteu-se numa permissividade tão ineficaz como contraproducente. Mima-se e consente-se tudo aos filhos. Os pais acabam por se verem quase ameaçados pelas crianças que também gritam e que, na realidade, estão reclamando autoridade e normas claras. E quando querem recuperar parte desse poder, que tinham perdido, só lhes ocorre, em muitos casos, recorrer a gritos e a maus modos.
E: É o que se passa nas escolas? Um professor que pontualmente grita não é respeitado? Perde-se a autoridade quando se grita?
GB: A docência é uma tarefa muito complexa cujo valor deve reinvidicar-se continuamente como contribuição para melhorar a sociedade. O docente é um agente de mudança social. Há muitas formas de fazer valer a sua autoridade na aula. O professor deve ser um modelo, uma referência moral, um exemplo de conduta. Daí deriva a autoridade moral que lhe conferem os seus alunos, de um verdadeiro líder que se destaca pelo seu poder de influência. Há professores que perdem a sua autoridade devido à sua falta de sentido de equidade e de justiça, mostrando arbitrariedades, demonstrando favoritismos. Os alunos tendem a perder o respeito perante essas condutas. E os professores podem tentar manter uma autoridade meramente aparente, à base de castigos; ou então gritar e perder o controlo perante os seus alunos, com a consequente progressiva perda de autoridade.
E: Na sua opinião, qual o papel que as novas tecnologias estão a ter na educação dos mais novos?
GB: Um papel muito destacado. A Internet é uma font_tage inesgotável de informação que permite satisfazer a curiosidade dos jovens. O que devemos aprender é a despertar neles essa curiosidade, esse desejo de investigar, de saber, de descobrir. Há que também ensinar a manusear adequadamente essas novas tecnologias, de modo que cumpram uma função verdadeiramente educativa, que não é incompatível com o seu carácter lúdico. Por outro lado, as novas tecnologias, mal entendidas, podem levar à retracção e à perda de habilidades sociais dos jovens, assim como ao empobrecimento da linguagem, que tende a simplificar-se, e ao descuido na escrita em determinados suportes informáticos. Uma boa supervisão - e não me refiro ao controlo - por parte dos pais conduz a um uso adequado e ao aproveitamento de todas as vantagens que acompanham as novas tecnologias.
in http://www.educare.pt
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Newsletter da APES
Visitem: http://socialeducators.com/
Ai e tal... Uma Formação
Fundo IKEA Colabora
Responsabilidade Social em Portugal
A IKEA Portugal orgulha-se de lançar a primeira edição do Fundo IKEA Colabora, uma iniciativa destinada a proporcionar um melhor dia-a-dia para as crianças em Portugal.
Esta iniciativa enquadra-se na política de responsabilidade social da IKEA a nível nacional, elegendo as crianças como o público-alvo de intervenção social da IKEA.
Em que consiste o Fundo IKEA Colabora:
O Fundo IKEA Colabora consiste num donativo, no montante de 50.000€, atribuído pela IKEA à entidade sem fins lucrativos que proponha desenvolver um projecto social que incida sobre a saúde, educação, situação económica de risco ou exclusão de crianças em Portugal.
Constituem como critérios de avaliação das propostas apresentadas, o impacto social, a sustentabilidade e a originalidade e criatividade do projecto.
Mais informações aqui...
sábado, 18 de abril de 2009
Ai e tal...Um artigo
Este artigo originou-se de uma pesquisa sobre o estado da educação prisional na Europa. Apresenta uma reflexão, em vários planos e aspectos, sobre as actividades educacionais desenvolvidas nas prisões, procurando identificar os problemas de ordem organizacional, metodológica e social que as determinam ou que as limitam.
Terapia Familiar e Comunitária
Núcleo Distrital: Guarda
Datas
5, 6, 12 e 13 de Maio
Inscrição
Associados e estudantes: 30€
Não associados: 50€
Data limite para inscrição
30 de Abril de 2009
Data de Início: 2009/05/05
Carga Horária: 24 horas
http://www.reapn.org/download.php?file=777
sábado, 31 de janeiro de 2009
Manuais de Gestão da Qualidade das Respostas Sociais
No âmbito do Sistema da Acção Social gerido pelo Instituto da Segurança Social, I.P., o apoio social pode ser desenvolvido por serviços e equipamentos sociais de apoio às pessoas e às famílias, envolvendo a participação de diferentes entidades, nomeadamente, os Estabelecimentos Integrados, as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e outras instituições públicas ou privadas.Garantir aos cidadãos o acesso a serviços de qualidade, adequados à satisfação das suas necessidades e expectativas, é um desafio que implica o envolvimento e empenho de todas as partes interessadas.
Neste âmbito e com o objectivo de constituir um referencial normativo que permita avaliar a qualidade dos serviços prestados e consequentemente diferenciar positivamente as Respostas Sociais, o ISS, I.P., desenvolveu Modelos de Avaliação da Qualidade das Respostas Sociais, aplicáveis a Lar Residencial, Centro de Actividades Ocupacionais, Lar de Infância e Juventude, Centro de Acolhimento Temporário, Estruturas Residenciais para Idosos, Creches, Centros de Dia e Serviços de Apoio Domiciliário.
A elaboração destes Modelos teve como objectivos:
Para apoiar na implementação deste Modelo, foram desenvolvidos alguns Instrumentos aplicáveis a cada Resposta Social, nomeadamente, o Manual de Processos-Chave e Questionários de Avaliação da Satisfação dirigidos a clientes, colaboradores e parceiros.
Ai e tal...Directório de Lares
Para saber mais bastar ir a : lares.Socialgest
Ai e tal... Filmes para o IPO
São crianças e adultos que precisam de um transplante de medula e de estar ocupados durante o tempo de internamento, explicou ao Portugal Diário a Enfermeira responsável pela unidade, Elsa Oliveira.
A falta de "stocks" torna necessária a ajuda da população.
Precisamos de filmes para as pessoas mais desfavorecidas que não têm possibilidade de os trazer. Algumas crianças trazem os seus próprios filmes e brinquedos mas depois quando têm alta levam-nos, acrescenta.
O IPO aceita todos os géneros de filmes, mas a preferência vai para a comédia.
Numa altura menos feliz das suas vidas, um sorriso vai fazer bem a quem passa dias inteiros numa cama de hospital.
Rir é sempre um bom remédio
As cassetes de vídeo ou DVD's podem ser enviadas para:
Instituto Português de Oncologia de Francisco Gentil
Unidade de Transplante de Medula
A/C Sr.ª Enf. Elsa Oliveira
Rua Professor Lima Basto 1070 Lisboa
Ou então, informe-se pelo telefone: 217 229 800 (geral IPO) 21 726 67 85
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Artigo de Nuno Markl para os quase Trintões e Quarentões
A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida.E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta.
O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando lhe falei no Tom Sawyer. 'Quem?', perguntou ele. Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus... Como é que ele consegue viver com ele mesmo?
A própria música: 'Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além...' era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim.
Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros ícones da juventude de outrora.
O D'Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche; Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs; Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares; O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus; O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos; A Super Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas,lembram-se?); O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa. Naquela altura era actual...
E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração: O Verão Azul.
Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer. Quem não chorou com a morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira. Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada. Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos:Ele nunca subiu a uma árvore! E pior, nunca caiu de uma. É um mole.
Ele não viveu a sua infância a sonhar que um dia ia ser duplo de cinema.
Ele não se transformava num super-herói quando brincava com os amigos.
Ele não fazia guerras de cartuchos, com os canudos que roubávamos nas obras e que depois personalizávamos.
Aliás, para ele é inconcebível que se vá a uma obra.
Ele nunca roubou chocolates no Pingo-Doce. O Bate-pé para ele é marcar o ritmo de uma canção. Confesso, senti-me velho...
Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador.
Tudo bem, por mim estão na boa, mas é que se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft.
Óbvio, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros.
Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e fazer exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído.
Doenças com nomes tipo 'Moleculum infanticus', que não existiam antigamente.
No meu tempo, se um gajo dava um malho muitas vezes chamado de 'terno' nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse.
Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os putos pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola com os ténis novos.
Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo.
Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia para ir para a praia.
E sabíamos viver com isso. Não estamos cá? Não somos até a geração que possivelmente atinge objectivos maiores com menos idade?
E ainda nos chamavam geração 'rasca'... Nós éramos mais a geração 'à rasca', isso sim. Sempre à rasca de dinheiro,sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o carro. Agora não falta nada aos putos.
Eu, para ter um mísero Spectrum 48K, tive que pedir à família toda para se juntar e para servir de presente de anos e Natal, tudo junto.
Hoje, ele é Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo.
Claro, pede-se a um chavalo de 14 anos para dar uma volta de bicicleta e ele pergunta onde é que se mete a moeda, ou quantos bytes de RAM tem aquela versão da bicicleta.
Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu que 8 em cada dez putos sejam cromos.
Antes, só havia um cromo por turma. Era o totó de óculos, que levava porrada de todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas.
É certo que depois veio a ser líder de algum partido, ou gerente de alguma empresa de computadores, mas não curtiu nada.'
(Nota: ...os chocolates não eram gamados no 'Pingo Doce'... Ainda se chamava 'Pão de Açúcar'!!!)
Recebido por email
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Ai e tal... Alguns Manuais
Integração Social e Profissional de Imigrantes, Refugiados e Minorias Étnicas
Integração da Perspectiva de Género
Práticas e Produtos de EMPOWERMENT de Grupos Vulneráveis
Catálogo "Produtos de E-LEARNING e TIC para a Inclusão"
Integração da IGUALDADE DE GÉNERO: Contributos EQUAL para o FSE 2007-2013
Estudo Diagnóstico e Avaliação das Comissões de Protecção das Crianças e Jovens
CIES-ISCTE-Avaliação CPCJ-Sumário Executivo
CIES-ISCTE-Avaliação CPCJ-Relatório Final
CIES-ISCTE-Avaliação CPCJ-Volume Complementar I
CIES-ISCTE-Avaliação CPCJ-Volume Complementar II
CIES-ISCTE- Avaliação CPCJ-Volume Complementar III
CIES-ISCTE-Avaliação CPCVJ-Volume Complementar IV
Terra dos Sonhos
A Expedição Antárctida 2009 é o primeiro desafio português em caiaque que combina desporto, aventura e solidariedade social.
No início de 2009, e ao longo de mês de Janeiro e uma semana em Fevereiro, um grupo de portugueses vai fazer uma expedição em caiaque até ao pólo sul. Uma das missões desta expedição é colocar a bandeira da Associação Terra dos Sonhos na Antárctida. Com o lema inscrito e traduzido em várias línguas - «Um sorriso vale tudo» - a colocação da bandeira será fotografada e filmada e marcará pela primeira vez a presença da Terra dos Sonhos nesta grande aventura.
Assente numa vertente de responsabilidade social, humanitária e de apoio social, entre outras, a organização da Expedição Antárctida 2009 convidou a Terra dos Sonhos a participar na primeira expedição portuguesa ao pólo sul, o que constitui, nas palavras da organização, «um factor de motivação adicional para a concretização dos nossos objectivos, do nosso sonho».
Da parceria entre a expedição e a Terra dos Sonhos nasce o projecto «A cada Milha nasce um Sonho»que tem por objectivo convidar as empresas portuguesas a adquirir milhas náuticas por um determinado valor que reverte na totalidade para a Associação Terra dos Sonhos.
Por cada milha náutica percorrida em caiaque, a empresa que comprar essas milhas está a contribuir para a realização de sonhos de crianças que sofrem de doenças crónicas e/ou terminais.
A Terra dos Sonhos é uma associação não lucrativa de solidariedade social, que procura desenvolver um conceito inovador de responsabilidade social, envolvendo a sociedade civil, em geral, e as organizações empresariais, em particular, cuja história, posicionamento e equipa podem ser consultados em http://www.terradossonhos.org.
Fonte: Semanário SOL
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Concerto de Solidariedade pela CIJE
Este evento surge da iniciativa solidária da Filarmónica Retaxense, a que se uniram e empenharam diferentes entidades públicas e privadas, que deste modo contribuem para a missão da CIJE, "Educar e Socializar para a Autonomia e Desenvolvimento Integral da Criança e Jovem". É também uma oportunidade para as empresas e cidadãos conhecerem melhor o trabalho da Casa da Infância e Juventude, e saberem como o apoiar, e até mesmo, fazer parte dele. Nesta época natalícia as pessoas podem fazer a diferença com a sua presença, é com os valores humanos da solidariedade e da cooperação que apelamos à presença de todo(a)s. O preço dos bilhetes tem o valor simbólico de 3€, e podem ser adquiridos nas bilheteiras do Cine-Teatro ou na CIJE. Para mais informações, contactar a CIJE através dos números 272 341 127 ou através do email: cije@netvisao.pt.
domingo, 7 de dezembro de 2008
NDS quer riscar drogas do meio juvenil
O Núcleo Desportivo e Social (NDS) está a desenvolver o projecto "Riscos", que pretende prevenir o consumo de substâncias psicoactivas em crianças e jovens. O objectivo é «substituir a lógica do risco pela da oportunidade, prevenindo e valorizando as alternativas encontradas na comunidade e respondendo às necessidades das crianças, jovens e públicos mais vulneráveis», explica a colectividade da Guarda-Gare.
Assim, serão desenvolvidas várias acções, como a iniciativa "Miúd@as & Graúd@s, que pretende recrutar adultos voluntários que assumam o compromisso de estabelecer uma relação positiva com jovens e crianças oriundas de contextos sócio-económicos desfavoráveis. Outra das acções a desenvolver é a "(In)formação Parental", com o objectivo de informar e alertar os pais para a temática da toxicodependência. Já a medida "(In)formação para Educadores" vai dotar estes profissionais de competências para a intervenção junto de jovens em risco através da realização de "workshops" formativos. O NDS vai desenvolver ainda o programa "Pautas", destinado à população exposta a maiores factores de risco. A intenção é contribuir para melhorar o seu ambiente familiar e a função educativa e socializadora da família.
"Crescer a Cores" é outro dos projectos, através do qual as crianças aprendem a desenvolver competências socais, socorrendo-se de programas lúdico-educativos. Já a acção "Sobre Rodas" vai sensibilizar os habitantes da freguesia de S. Miguel sobre a condução sob o efeito de álcool e drogas, enquanto que "Perímetro Seguro" alertará e informará sobre a venda e o consumo de bebidas alcoólicas a menores de 16 anos e nas imediações das escolas. O projecto "Riscos" integra os Programas de Respostas Integradas (PRI) para as freguesias urbanas da Guarda e o Eixo da Prevenção financiado pelo Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT).
Fonte: "O Interior"
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Violência no Namoro
Lançada campanha para "relacionamentos afectivos saudáveis"
Carla Machado.
Actos de controlo por parte do companheiro ainda são vistos como manifestações de ciúme e confundidos com "provas de amor", esclareceu.
O Conselho de Ministros aprovou uma Proposta de Lei que estabelece o regime jurídico aplicável à prevenção da violência doméstica e à protecção e assistência das vítimas.
A campanha apresentada, no âmbito do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, vai decorrer até Outubro de 2009. A apresentação da campanha contou com a presença do secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Jorge Lacão, e o secretário de Estado adjunto e da Administração Interna, José Magalhães, bem como da presidente da CIG, Elza Pais.
E eu também estive lá... :)
Ai e tal... APTSES
Associação Profissional dos Técnicos Superiores de Educação Social
http://www.aptses.blogspot.com/
Projecto pioneiro Earth Water chega a Portugal
A Earth Water ambiciona doar ao Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados cinco milhões de dólares até 2013. A comercialização da Earth Water em Portugal iniciou-se em Setembro nos hipermercados Modelo e Continente em embalagens de litro.O único produto comercializado no Mundo com o apoio da UNCHR – United Nations High Commissioner for Refugees (Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) foi apresentado em Portugal num evento em que estiveram presentes Luís Figo, assim como o criador do conceito «You Never Drink Alone» e fundador da Earth Water, o canadiano Kori Chilibeck.
A Earth Water é uma água embalada mineral premium e uma marca ambiental e socialmente responsável cujo lucro reverte na totalidade a favor dos Programas de gestão de Água nos países em desenvolvimento.
O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, uma das maiores organizações a nível mundial fundada em 1951, apoia mais de 34 milhões de pessoas em 116 países, fornecendo o acesso a recursos básicos como a água.
Do orçamento total da organização, estima-se que cerca de 10 milhões de euros sejam dispendidos com os projectos relacionados com a gestão da água. Com um mínimo de 4 cêntimos, é possível para o Alto-Comissariado fornecer água potável a um refugiado. Comprar uma embalagem de Earth Water equivale a dar de beber a um refugiado durante um dia inteiro, sendo por isso o claim da marca Nunca bebe sozinho.
A Earth Water ambiciona doar ao Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados cinco milhões de dólares até 2013. Até Agosto deste ano, a Earth Water garantiu mais de 100 mil dólares para a organização.
A comercialização da Earth Water em Portugal iniciou-se em Setembro nos hipermercados Modelo e Continente em embalagens de litro. Para além de Portugal, a Earth Water é comercializada nos Estados Unidos da América, no Canadá e na Holanda.
Continente, Tetra Pak, Sociedade Central de Cervejas e Bebidas (SCC), Grupo GCI, MSTF Partners e Fundação Luís Figo são os parceiros da marca em Portugal
Kori Chilibeck lembrou que «todos os dias morrem seis mil pessoas devido à falta de água potável e destas, 80% são crianças. A cada 15 segundos morre uma criança devido a uma doença relacionada com a água. Com a criação da Earth Water pretendi fazer a diferença e melhorar estas estatísticas assustadoras. Ao desenvolver o conceito You Never Drink Alone ambiciono criar uma solução para a falta de água mundial».
«A Fundação Luís Figo apoia o lançamento da Earth Water em Portugal, uma iniciativa que visa contribuir para melhorar as condições de vida de todos aqueles que nem à água têm acesso. A parte das receitas destinadas à Fundação Luís Figo será direccionada para situações carenciadas existentes em Portugal e serão oportunamente divulgadas», referiu Sara Souto, directora-geral da Fundação Luís Figo.
«Entendendo a SCC que a responsabilidade social corporativa é um processo sistemático e sustentável, central e transversal a toda a sua actuação é com enorme orgulho que colabora no projecto Earth Water/UNHCR em Portugal, que em conjunto com outros parceiros, vem trazer alguma esperança a milhões de Refugiados por esse Mundo fora», frisou Alberto da Ponte, CEO da Sociedade Central de Cervejas e Bebidas.
«No âmbito da sua política de responsabilidade social, o Continente tem implementado diversas acções em áreas distintas tais como a saúde, a educação, o ambiente e o desporto. O apoio prestado pelo Continente ao projecto da Earth Water é concretizar o compromisso social da marca e criar impacto não só nos clientes mas também nos diversos públicos – comunidades e instituições locais pertencentes às cidades onde a marca está inserida», declarou ainda Miguel Osório, Director de Marketing da Modelo Continente.
Sol convida Instituições
Através do e-mail solidariedade@sol.pt, as instituições que pretendam aderir a esta iniciativa deverão enviar informação sobre o tipo de bens que procuram angariar: vestuário, brinquedos, alimentos ou outros. E ainda o local onde eles podem ser entregues.
Depois de reunida a informação, o SOL desenhará um mapa dos bens necessários de Norte a Sul do país, com ligação às respectivas instituições. O mapa ficará disponível no site do SOL (www.sol.pt) até ao último dia deste ano.
Fonte: Sol«Apadrinhamento civil» para protecção de crianças
O presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco anunciou o lançamento de uma nova medida de protecção de crianças, intitulada «Apadrinhamento civil».O «apadrinhamento» - revelou o juiz conselheiro Armando Leandro - vai permitir aos organismos de protecção de menores o recurso a uma família que acompanhe a criança ou o jovem, em caso de «ausência» de uma família biológica ou adoptiva.
O responsável falava em Celorico de Basto sobre o tema, «As crianças em risco», no quadro do ciclo de conferências «Políticas de Futuro», organizado pela Câmara Municipal local.
Armando Leandro justificou a medida lembrando que nenhuma família pode pôr em perigo o seu filho, biológico ou afectivo.
Sustentou que «há vários agentes que podem acompanhar na formação das crianças e que existe um sistema que tem como missão levar às crianças valores e princípios».
O responsável considerou ser necessário que haja «políticas nacionais, regionais e locais, concertadas e planeadas que respeitem sempre o supremo interesse da criança e que organizem uma intervenção, o mais informal possível, junto das crianças».
«As comissões regem-se pelo fenómeno do localismo. A comunidade deve organizar-se no sentido de articular e promover o bem-estar da criança», afirmou.
Armando Leandro, que frisou terem estes organismos «legitimidade democrática» e assentarem muito «no voluntariado e no espírito cívico», defendeu que «é cada vez mais indispensável que haja recursos, que se façam diagnósticos, para que a acção junto das famílias possa ser mais profícua».
Fonte: "Pais & Filhos"
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Recolha de bens para a Associação Sol
A Câmara Municipal de Setúbal está a realizar uma campanha de angariação de produtos de higiene para crianças e de limpeza doméstica a favor da Associação Sol.
Até 6 de Janeiro, os interessados em contribuir podem dirigir-se ao espaço Made in Kids, no Parque Urbano de Albarquel, com fraldas, champô, gel de banho, amaciadores, águas-de-colónia, toalhetes, cotonetes, escovas e pastas de dentes, escovas e pentes, entre outros produtos.
Guardanapos, detergente de máquina da roupa, sacos do lixo, vassouras, esfregões e detergente para a loiça são outros bens que têm como destino a Casa Sol, que alberga crianças infectadas e/ou afectadas pelo vírus da SIDA.
Campanha «Presentes Solidários»
Pelo terceiro ano consecutivo, a Fundação Evangelização e Culturas (FEC) promove a campanha Presentes Solidários, a favor de famílias desfavorecidas nos países lusófonos.
Por exemplo, a oferta de uma maleta de parto estará a apoiar o parto de uma grávida guineense, num dos países com mais alta taxa de mortalidade materna do mundo.
Há sete presentes diferentes de acordo com as necessidades reais das populações, com preços entre os seis e 32 euros. Ao fazer a encomenda é solicitado o nome de um amigo, colega ou familiar que irá receber um postal ilustrado, ficando a conhecer também o projecto.
Para encomendar basta ir ao site da campanha: www.presentessolidarios.pt.
Margarida Rebelo Pinto lança livro infantil para ajudar a Acreditar
Para ajudar a Acreditar, a revista Pais & Filhos vai distribuir no próximo mês o livro «Gugui, o dragão azul», de Margarida Rebelo Pinto. O livro infantil é ilustrado por Carla Nazareth e os direitos reverterão a favor da Associação Acreditar.«Era uma vez um dragão que não sabia que era dragão e uma princesa que não gostava de ser princesa». É assim que começa a aventura dos dois heróis de Margarida Rebelo Pinto, a Princesa Carlota e o seu amigo Dragão Guigui.
A escritora regressa ao universo da literatura infantil com o livro Guigui, o Dragão Azul, mais uma história divertida que mistura a realidade com a ficção. A ironia da troca de papéis entre as personagens é uma das surpresas deste livro.
Carlota é uma princesa moderna que quer viajar e conhecer o mundo antes de se casar, e Guigui é um dragão afastado da sua família que aprende a ser forte graças à sua melhor amiga.
Por cada um dos 15 mil livros vendidos, a Associação Acreditar, que se dedica a apoiar crianças com cancro e respectivas famílias, receberá um euro. O montante final servirá para garantir o funcionamento, durante um ano, de um dos 12 quartos da Casa da Acreditar em Lisboa.
Este espaço, vizinho do Instituto Português de Oncologia, serve de 'porto de abrigo', acolhendo as crianças que se encontram em tratamento ambulatório e os familiares que vivem fora da área metropolitana de Lisboa e que têm grandes dificuldades em encontrar outro alojamento.
Uma obra de 64 páginas, em que todos os envolvidos abdicam de quaisquer margens financeiras. Cheio de humor, de palavras encantadas que ensina aos mais pequenos os valores da liberdade e da amizade por 4,90 euros.
Fonte: Sol
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Os pais adoptivos e os candidatos vão ter formação específica para a mudança
Manuela Morgado estranhou aquele inquérito que associava a Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP) e o Instituto de Segurança Social (ISS). Sobretudo o item: "A adopção feita por homossexuais tem mais riscos de ser mal sucedida. Discordo plenamente,
discordo, concordo, concordo plenamente". Adoptou uma criança de cinco anos. "O que interessa o que eu penso sobre estas questões?"
Não é uma pergunta feita no ar. O questionário já aplicado a mais de 500 indivíduos tenta apurar as representações sociais dos adoptantes e dos candidatos a adoptantes em Portugal, explica a investigadora da FPCEUP Adelina Barbosa. Parece-lhe fundamental conhecer as ideias que têm sobre adopção para ajustar o programa de formação que está a ser preparado.
O questionário contém 52 itens. Alguns controversos, como a adopção por singulares, homossexuais ou doentes crónicos. "Os itens foram redigidos a partir de resultados de investigações conduzidas no estrangeiro", sublinha, lembrando que os inquiridos não tinham de responder a todas as questões.
Para já nem dá para saber, com rigor, se a homossexualidade é um factor de risco ou de protecção ou nem numa coisa nem outra em matéria de adopção. Poucos países têm experiência no assunto, salientou a docente. E os que a têm não têm muita.
O ISS sentiu necessidade de alterar as práticas dos técnicos que trabalham os processos de adopção. E estabeleceu um protocolo com a FPCEUP. Um grupo multidisciplinar foi constituído e investido da missão de definir novos modos de intervir na adopção. O trabalho deverá estar concluído antes do fim do ano. O novo modelo entrará em vigor em 2009.
Adelina Barbosa não quis adiantar qualquer novidade. Novidades só no I Congresso Internacional da Adopção, a 19 e 20 de Novembro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, começou por dizer. Mas confirmou como "fundamental" a criação de uma espécie de manual para as equipas técnicas que irão preparar/acompanhar os pais. E disse que "inovador", na sua opinião, "é haver formação para candidatos e para pais adoptivos".
Continua a haver um desencontro entre os desejos dos candidatos a pais adoptivos e a realidade das crianças disponíveis para adopção. No final de Setembro, 2308 queriam crianças até três anos e 1258 entre 4 e 6; apenas 201 admitiam adoptar uma criança de sete a dez anos e 24 entre 11 e os 15. Ao mesmo tempo, do total de 1856 menores disponíveis, apenas 536 tinham até três anos, 453 entre quarto e seis, 476 entre sete e dez, 339 entre 11 e 15.
O desencontro aumenta frente a outras características: 2278 só aceitam crianças sem problemas de saúde, 152 admitem crianças com problemas de saúde ligeiros, 13 com deficiência, quatro com outros problemas de saúde graves. Os portugueses continuam a querer crianças saudáveis e caucasianas: 2019 só concedem adoptar uma criança branca; 201 elegem "caucasiana ou outra", 189 "sem preferência" e 25 "outra raça".
No final de Setembro, havia 516 crianças a aguardar, num lar de infância e juventude, uma proposta de um candidato. A Bem Me Queres - Associação de Apoio à Adopção de Crianças está a promover uma petição, que irá submeter à Assembleia da República, para que seja instaurado em 10 de Maio de 2009 o dia nacional da adopção de crianças. Acha que com um dia dedicado à adopção conseguir-se-á "promover o debate na sociedade civil; consciencializar a sociedade para esta realidade; difundir junto das entidades competentes a dramática situação em que vivem as milhares de crianças institucionalizadas; sensibilizar o poder judicial para uma celeridade dos processos (http://www.peticao.com.pt/dia-nacional-adopcao).
Fonte: Público (07-11-2008)





